Projetos de Detectives Clim√°ticos 2018-2019

Tópico do projecto: Incêndios florestais

T√≠tulo do projeto: A REGENERA√á√ÉO AP√ďS UM INC√äNDIO NUM CONTEXTO DE AQUECIMENTO GLOBAL

Equipe: Quixotes climáticos  Projecto Altamente Recomendado

2018-2019¬†¬† IES TOM√ĀS NAVARRO TOM√ĀS¬†¬† Albacete ¬† Espanha ¬† 10 A idade do aluno: 10-11


Resumo do projeto

As florestas s√£o um dos maiores trunfos contra as altera√ß√Ķes clim√°ticas globais e a desertifica√ß√£o local na nossa regi√£o. No ver√£o de 2017, ocorreu um grande inc√™ndio florestal que afectou um importante parque natural da nossa prov√≠ncia (Albacete), o Calares del Mundo e o Sima. No total, arderam mais de 3000 ha. Embora os inc√™ndios sejam outro elemento do ecossistema mediterr√Ęnico, a sua elevada recorr√™ncia (√© o nosso caso) pode p√īr em perigo a recupera√ß√£o do ecossistema. Poderia ser poss√≠vel ajudar a sua regenera√ß√£o, com base na "severidade do fogo" (propor√ß√£o da planta/superf√≠cie ardida), localizando as √°reas de maior severidade e discriminando-as das de baixa severidade, capazes de se regenerarem por si pr√≥prias. Podemos ajudar a regenerar estas √°reas? A ci√™ncia afirma que as imagens de sat√©lite podem ajudar a determinar a gravidade do fogo e a mapear as √°reas mais vulner√°veis em termos de eros√£o ou de falta de capacidade de recupera√ß√£o.

Principais resultados

Seleccion√°mos tr√™s parcelas de terreno do mesmo habitat (matagal termomediterr√Ęnico t√≠pico) com diferentes danos (alto/m√©dio/baixo) devido a inc√™ndios florestais j√° catalogados por uma previs√£o pr√©via. √Č suposto as zonas baixas regenerarem melhor e mais cedo do que as zonas com danos m√©dios/altos. Utilizando o m√©todo de interce√ß√£o de linhas, medimos o solo nu e o coberto vegetal, classificando-o em arbustos, ervas e √°rvores, e recolhemos amostras de solo. A vegeta√ß√£o apresenta uma percentagem elevada de solo de base, seguida de uma percentagem significativa de ervas e arbustos (as √°rvores t√™m cerca de 1%). Observ√°mos que a parcela m√©dia tinha menos vegeta√ß√£o do que a parcela alta. As amostras de solo foram analisadas por espetroscopia at√≥mica: as quantidades de magn√©sio, c√°lcio e pot√°ssio (nutrientes essenciais) s√£o mais elevadas nas parcelas com danos m√©dios/elevados do que nas parcelas com danos reduzidos. O calc√°rio ativo apresenta valores mais elevados nas parcelas com danos m√©dios/elevados. As texturas (areia/silte/argila %) s√£o semelhantes entre as parcelas. A observa√ß√£o da Terra considerou o NDVI utilizando o EOBrowser. O pixel do Landsat aproxima as parcelas do solo e d√° a sua tend√™ncia NDVI ap√≥s a remo√ß√£o dos valores negativos: diminui√ß√£o de 9%, 52% e 57% para danos baixos, m√©dios e altos, respetivamente. Tamb√©m analis√°mos a tend√™ncia do NDVI para todo o per√≠metro do inc√™ndio utilizando os relat√≥rios de dados do Sentinel e os ficheiros '.kmz' para observar a influ√™ncia da orienta√ß√£o (sombra/sol) e do declive na regenera√ß√£o da floresta.

A√ß√Ķes para ajudar a amenizar o problema

1) Protegeremos o solo com palha: est√° provado que √© uma forma eficaz, barata e ecol√≥gica de reter as primeiras camadas do solo e aumentar a sua humidade. Isso facilitar√° a germina√ß√£o e o crescimento das mudas. 2) Atrav√©s de drones, efectuaremos a sementeira de "sementes revestidas de argila" (ou "sementes normais", se a primeira for muito cara), com esp√©cies aut√≥ctones (herb√°ceas ou lenhosas) que aceleram a sucess√£o ecol√≥gica, como o Brachypodium retusum, uma planta cespitosa muito frequente na zona ou o carvalho de Kermes (Quercus coccifera), um arbusto muito resistente nativo da zona. 3) Mostraremos o nosso estudo √†s autoridades competentes, tanto locais como regionais, bem como √† imprensa, para obter financiamento e p√ī-lo em pr√°tica, fazendo o seu acompanhamento, utilizando imagens de sat√©lite fornecidas pela ESA.

Link do projeto:

https://youtu.be/YAgY5Ls7lXs

Vídeo do projeto


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